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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Só eu sei porque não fico em casa (1) Never Walk Alone

Para ilustrar a mentira do post anterior, no dia em que o DVD foi lançado, eu estava aqui. Na companhia de uma ilustre trupe de doutores e engenheiros, futricas e tripeiros, uns mais caseiros que outros, cordeiros vestindo a pele de leões. E o Zé que de tanto sofrer com o golo do Ronaldo acabou sem sapatos.

No dia seguinte abalamos à vizinha Liverpool, que nos acolheu cinzenta e húmida, pelo que dela só conhecemos um simpático restaurante italiano, onde almoçamos com a SAD portista, e a sapataria onde o Zè se recauchutou.

Se Old Trafford é imponente, Anfield Road é uma espécie de antigo Bessa em ponto grande, com adeptos que fazem os vimanarenses parecerem gente pacata. O resultado foi o que menos contou. Já se sabia. Mas o ambiente é fantástico. E afinal, sou fã do Liverpool desde pequenino. Do Keegan e do Clemence, do Neal, Callaghan e do Kennedy. E depois do Dalglish e do Rush. E da melhor final de sempre da Champions League. Embora muitos achem que foi esta. A mais dramática.



E muito embora, segundo o amigo PP, esta canção tenha algo de gay, lá em Anfield Road, encostados ao mítico Kop, pudemos sentir o rugido dos melhores supporters do Mundo. Inesquecível.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Miro

"No tempo em que a vida era um sonho que passava à nossa frente, cada dia uma nova página de um livro sem fim, eu tinha um ídolo. Não, não era o Eusébio, que estava sempre aleijado e até foi jogar para o Beira-Mar. Nem o Yazalde, apesar dos mais de 40 golos que marcou só num ano. Tão pouco o Pélé. Sem o Jairzinho e o Rivelino, o Tostão e o Gerson, o que valia o Pélé?. Acima desses estava o Cruyff, que comandava uma vistosa equipa de gadelhudos com nome apelativo e equipamento bonito. Mas o meu ídolo mesmo era o Miro. O Miro era de carne e osso, morava mesmo ali ao lado da escola, tinha só mais 2 anos do que eu e era tão bom como o Cruyff...que digo eu...era melhor do que o Cruyff. O Miro fazia o que queria com a bola, o Miro jogava com os dois pés, fintava com os dois pés, fintava um, dois, três, todos os que lhe aparecessem à frente, o Miro olhava para um lado e passava a bola para o outro, o Miro marcava golos de todas as formas e feitios, com os pés, com a cabeça, em jogada corrida, de livre directo (ou até de livre indirecto....ele encarregava-se de pôr alguém de confiança a dar um toquezito para o lado).

Aos 11 anos, no 2º ano do Ciclo Preparatório, tive a sorte de ficar na mesma turma do Miro (depois de um ano a penar numa turma de moços da aldeia, em que ninguém tinha jeito para a bola). A turma dos caxineiros. Foi um regalo. Ganhámos a toda a gente. Não só em futebol como no resto. Até no basket o Miro era melhor do que os outros. No futebol, a concorrência era enorme, mas lá consegui um lugarzinho na equipa. Lembro-me bem da grande final. Era contra uma turma de "vileiros", comandados por um tal Quim Vitorino, rapaz encorpado, já com os seus 14 anos (como o Miro), que alguns teimavam que era ainda melhor do que o Miro. Durante uma semana não se falou de mais nada. O Miro dava as ordens. Tu jogas à esquerda e tu à direita, tu na defesa e tu no ataque à minha frente. E tu ficas preparado para entrar se alguém se magoar. Foi a minha primeira final....e foi a minha final de sempre. Goleámos os "vileiros".....7-3, 8-3, ....a memória aqui atrapalha-se, lembro-me que até eu marquei um golito....mas a prova estava feita. Em futebol, os caxineiros eram os melhores e o Miro era definitivamente o maior.

Acabado o ciclo, perdi o contacto com o Miro. Soube que o pai o obrigou a ir para o mar e nem Varzim nem Rio Ave, não havia tempo para treinar. Ao contrário de muitos dos que estiveram naquela final, a começar por mim que, apesar de bem mais fraquinho, lá fiz a minha carreira de futebolista jovem no Rio Ave, de que tanto me orgulho, e a acabar no Quim, que chegou a Campeão Europeu em Viena, ao Miro roubaram-lhe a alegria de jogar futebol na idade em que todos gostamos de jogar futebol. Passados quase 10 anos, o Miro apareceu de repente a jogar no Varzim. Apenas 1 ou 2 anos depois de se ter inscrito oficialmente pela 1ª vez no Malta (segundo rezam os jornais) já como sénior. Cheguei a vê-lo 2 ou 3 vezes mas o encanto tinha-se perdido. Era um defesa-esquerdo razoável, rápido e raçudo, mas os sinais do Cruyff tinham-se desvanecido. E entretanto tinham aparecido o André e o Vitoriano e era desses que se falava. Ainda esteve uns anos no Varzim. Passou pelo Aves e acabou no Oliveira do Bairro. E voltou ao mar.

Há 2 ou 3 anos vi o Miro num café das Caxinas. E o Miro continuava igual....e lembrava-se de mim e tratou-me pelo meu nome, o que me deixou orgulhoso. Foi a última vez que o vi. Hoje o Miro deixou-nos. Desapareceu na porra do mar, o mar traiçoeiro que já tanto o tinha castigado. E eu chorei. Um bocado do meu sonho ficou para sempre no mar frio da Bretanha."

JMF

quinta-feira, setembro 20, 2007

Pro Bono

O Bono é o vocalista de uma das minhas bandas favoritas e a sua acção política e social é merecedora dos maiores encómios. Mas este post não tem nada a ver com ele. O bono aqui é outro.

Ao contrário do que para aí dizem o Scolari não agrediu ninguém. Desde logo porque não bateu do Dragutinovic, rapaz de excelsas virtudes na bocas de alguns algozes da nossa praça. Não bateu no sérvio, mas bateu no fundo. E quanto a mim deixou de ter condições para dirigir a nossa selecção. Não porque não tenha capacidade para o fazer mas porque estará sempre debaixo de fogo cerrado de santos e pecadores,gerando instabilidade em torno da selecção. E agora com o castigo da UEFA, não será o Murtosa a ter capacidade para orientar a equipa no banco.

É aqui que entra o bono. É que o Zé Mário é hoje um rapaz livre embora caro. Mas com a generosa prenda que lhe terá dado o Roman, que nisto de divórcios é o mãos largas que se conhece, o nosso especial até podia orientar o Quaresma e o Ronaldo pro bono publico nos quatro jogos de qualificação que se seguem. E de seguida ia até à Suiça ver como andavam as contas e de permeio fazia o Euro-2008, assim a modos de quem faz horas até ser chamado por Sir Alex para beber um Noval Nacional 63 enquanto assina o contrato como responsável máximo do Man. United. Matando dois coelhos de uma cajadada. O Roman e o Queirós que, a julgar pela estima que o Mourinho lhe tem, deve ter dado melhor nota ao Peseiro que ao nosso Zé no então ISEF.

Stairway to Heaven

Por apenas 20€ pode comprar na Ryanair uma passagem para o paraíso. Embarque às 9.20 do dia 26/11 com destino a Londres. Para assistir ao concerto único dos Led Zeppelin.



Plant e Page juntos de novo. Difícil será conseguir o bilhete. Apesar do preço (180€) há 20 milhões de candidatos para 20.ooo lugares. Até mesmo nos sites das agências de bilhetes online (os candongueiros dos tempos modernos) não se arranjam bilhetes.

Nos dias seguintes visitas a duas catedrais. Old Trafford a 27 e Anfield Road a 28. Se tem amigos nas SAD está garantido. Se não o Mr. John resolve o problema.



Depois de ouvir o "You will never walk alone" regresso a Londres com embarque a 29 para o Porto onde aterrará às 8.55 prontinho a trabalhar depois de três dias bem intensos.

domingo, maio 13, 2007

Vintage: "Have you ever seen the rain" (1971)



Dedicado a todos os que hoje sofreram à chuva. Eu sofri, mas foi na poltrona.

domingo, março 25, 2007

Beauty and the Best

Os belgas ficaram a Suchard no dedo na Neu haus do Sporting, Alvalade XXI. Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma sentiram-se comme chez soi. E afinal os belgas eram tudo bons rapazes e levaram quatro bombons. Nem a entrada em campo de Van Damme colocou em risco a integridade física dos nossos meninos. Podiam ter sido mais , mas afinal o Stijnen também é guarda redes e o Nuno Gomes não é ponta de lança.




Foi uma vitória categórica, com a dupla "Beauty (Quaresma) and the Best (Ronaldo)", bem acompanhada por João Moutinho, a brilhar. E o Nani também pintou a manta. O golo de Quaresma é uma obra de arte, um praliné digno do Leónidas. Para compôr uma gloriosa jornada os Borat's derrotaram a Sérvia. E os turcos foram golear à Grécia. E a Inglaterra continuou a marcar passo em Israel. Apenas a Lituânia não esteve à altura frente aos pupilos do ( eu ia dizer senhor mas não é) Domenech.

Em 2008 lá estarei na Suiça e Áustria. Assim a UEFA me atribua um "follow my team". O futuro é já ali, e pertence a esta selecção de meninos.

sexta-feira, março 02, 2007

Manuel Bento



Não sou adepto do Benfica. Mesmo assim, ao serviço do seu clube deu-me algumas alegrias. Mas é da sua carreira na Selecção Nacional que recordo com saudade o Manuel Bento. Que tinha algo de louco. Como dizem ser atributo dos grandes guarda-redes.

Viveu jornadas épicas em Glasgow, Stuttgart e Marseille. Ontem foi ter com Vítor Damas seu eterno companeheiro e rival.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Pantera Negra

Faz hoje 65 anos. Na única vez que o vi jogar ao vivo deu-me um desgosto. Era ainda muito novo para me recordar dos jogos do Mundial de 66. Mas vi os seus feitos e os seus golos em video.

No dia do seu 65º aniversário aqui ficam alguns deles.



Parabéns, campeão.