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quinta-feira, agosto 23, 2007

Dali no Porto

Excelente pretexto para visitar o, há muito inacessível aos portuenses, Palácio do Freixo é a exposição "Dali no Porto". Anunciada como "organizada pela Fondazione Metropolitan de Milão, apresenta algumas das mais emblemáticas obras de Salvador Dali", na realidade mostra sobretudo gravuras e litografias para livros ( "Bíblia Sagrada", "Fausto","Gargantuae Pantagruel") e algumas esculturas de Dali, como este "Homem sobre Golfinho" e a "Mulher Nua Subindo Escada". Interessante porque o génio de Dali está lá. Um bocadinho, só.

quarta-feira, maio 16, 2007

Filantropias

Foi leiloado pela Sotheby's o quadro de Mark Rothko "White Center (Yellow, Pink and Lavender on Rose)". Pela módica quantia de $72.8 milhões ( 53.8 milhões de euros).


O quadro foi vendido pelo filantropo ( dizem os jornais ) David Rockefeller, que esteve presente no leilão. O quadro decorava o seu escritório desde 1960, tendo sido comprado por $10.000.

Já cantava o Rui Reininho, "corre o rio para o mar". Quanto à filantropia do dono do Chase Manhathan, procurem a sua biografia. e os conselhos que deu a Kissinger. A única coisa boa no seu CV é ter fundado a Trilateral. Que como se sabe é juntamente com a Maçonaria e o lobby gay forma o triunvirato que conspira contra Alberto João Jardim.

domingo, maio 13, 2007

Duas Exposições

Numa fugida a Lisboa, entre uma reunião de trabalho e um salto ao Oceanário, houve tempo para duas exposições. "Dog's Sleep", a pintura de Sara Maia, depois do T-Rex e dos minerais, e "O Corpo Humano como Nunca o Viu".

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segunda-feira, março 12, 2007

Rui Pinto na Minimal

Na Minimal está patente uma exposição colectiva dos alunos do workshop de António Curval. Sempre interessante, pela revelação de novos talentos que despertam. De entre todos destacaria Rui Pinto que, sendo esta a sua primeira exposição, revela uma força e maturidade surpreendentes nesta sua primeira mostra. Nos seus quadros sentimos a fascinação por uma ideia ou propósito de carácter crítico, social ou artístico, indo para além da compreensão do volume da matéria e do traço, do formal e conceptual, o pormenor e a complexidade. Para Rui Pinto a essência é a síntese e a emoção, o ser e o sentir. Seja neste "Dead Guy", seja em "Dead Guitar", técnica mista sobre madeira, usa um minimalismo técnico e expressivo, com um despojamento de traçados e de cor, para comunicar uma intensidade emotiva extrema. O grito do silêncio.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Fim de Semana (2) Interlaken


Fim de semana prolongado a aproveitar o feriado do 25 de Abril. Em Interlaken, Suiça. Com uma exposição de Picasso e outra de Munch, e dois museus fabulosos. O Jungfrau e o Matterhorn. Muitos lagos. Num tunel, dentro de um comboio ao volante do automóvel. Charles Lloyd no Festival jazz de Basileia e Bob Dylan em Genebra. E jantares gourmet com estrelas Michelin. E sobretudo um Spa fabuloso com banhos com flores a dois e "Detox Ritual".

São estes os ingredientes de um fim de semana para pecadores. Para ver tudo aqui.

sábado, fevereiro 17, 2007

ARCO


Decorre até 19 de fevereiro a ARCO 2007. Inaugurada pelo Rei Juan Carlos a 15 de Fevereiro, conta este ano com a Coreia como país convidado. Debaixo de alguma polémica a feira tem sido, como em anos anteriores um sucesso de público. Estimam-se em 15000 os portugueses que visitarão a exposição. Para os que não seguiram o conselho de embarcar na Ryanair, é possível realizar uma visita virtual aqui.

E no prazeresmais deixo-vos fotos de algumas obras e de galerias portuguesas presentes.
Clique nas imagens para aumentar.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

De Manet a Picasso

A National Gallery tem patente uma exposição que nos leva, literalmente, de Manet a Picasso. Dos Modernismo ao jovem Picasso.

Em várias salas que nos permitem atravessar a arte do final do séc XIX e todos os seus grandes nomes. Impresionistas e pós-impressionistas. Monet, Renoir, Cézanne, Degas. E a emergência de novas correntes como o pontilismo de Signac e de Seurat, como o seu imponente "Banhistas em Asnières".

E o génio de Van Gogh e os seus majestosos "Girassóis".
É uma exposição pequena, que se vê rápidamente, excelente.

domingo, janeiro 07, 2007

Amadeo

Aproveitando uma deslocação de trabalho a Lisboa pude finalmente ver a exposição "Amadeo de Souza-Cardoso. Diálogo de Vanguardas".

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sábado, janeiro 06, 2007

Tacita Dean

Visita a Londres, visita à Tate Modern.

Mesmo quando se viaja com teenagers cépticos em relação a museus de pintura.

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sábado, dezembro 23, 2006

Colecção Berardo

A colecção Berardo vale 316 milhões de Euros. 2 CCB ou 3 Casas da Música. Foi importante esta avaliação. Porque há quem não valorize a arte mas valoriza o dinheiro.

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sábado, outubro 07, 2006

Guggenheim Museum

Outra das pérolas do Upper East Side é o Guggenheim. Projectado por Frank Loyd Wright, o museu que merece a visita só pela sua arquitectura, alberga alguns dos melhores Picasso, Kandinsky e Klee. Os visitantes são transportados de elevador até ao topo do edíficio, e a partir daí iniciam uma descida por uma rampa helicoidal, assim visitando as diversas salas do museu.

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quinta-feira, outubro 05, 2006

Metropolitan Museum

O Metro é um dos grandes museus do Mundo com os seus 2 milhões de obras de arte. Há que ser selectivo. Recomendo a pintura europeia, colecção fantástica, com grandes obras desde o renascentistas italianos a Brueghel, de Velasquez a Rembrandt, de Vermeer a Turner, de Monet e Cézanne a Van Gogh e Mgritte. Aproveite a oportunidade para revisitar o filme “The Thomas Crown Affair".

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segunda-feira, setembro 25, 2006

Mark Rothko


Os “Seagram Murals”, obra maior do pintor expressionista abstracto Rothko, o favorito do meu amigo Rui G., são a obra emblemática da Tate Modern.

A obra está ligada à lenda e a um enigma. Nasceram de uma encomenda do restaurante “Four Seasons” no Seagram’s Building em Manhathan, arranha céus que é uma jóia arquitectónica de Mies van der Rohe. Na década de 60 o restaurante era símbolo de opulência e poder. Ainda nos dias de hoje CEO de grandes companhias americanas, embaixadores, Henry Kissinger têm lá mesa marcada para o almoço. As suas paredes parecem um museu com obras de Pollock, Picasso e Miró.

No final da década de 60 Rothko pintou nove quadros que deveriam decorar as paredes do restaurante. A inspiração foi buscá-la a Florença e a Michelangelo.

Os murais de Rothko na Tate Modern encantam na sua opressão e crueldade. Um crítico deles disse que parecem existir na parte de dentro das pálpebras. Representam as últimas luzes e cores registadas por um cérebro prestes a desligar.





Diz-se que Rothko concebeu os murais como arte violenta, vingança estética , para atormentar as refeições no restaurante que ele definiu como "a place where the richest bastards in New York will come to feed and show off". O seu projecto era criar uma anti-arquitectura que perturbasse a prdem racional de Mies van der Rohe, para aí transportando a antecâmara da morte da Biblioteca Laurenciana de Michelangelo.

Mas depois de uma refeição no restaurante declarou: "Anybody who will eat that kind of food for those kind of prices will never look at a painting of mine". Recusando a ideia dos seus murais como mero elemento decorativo, Rothko devolveu o dinheiro já recebido e doou-os à Tate Gallery. Suicidar-se-ia na manhã da chegada dos quadros a Londres.

E assim nasceu o mito.

sábado, setembro 23, 2006

Tate Modern

Ele brilhou numa instituição do Porto, que é uma referência nacional e internacional. Em 2002 transferiu-se para Londres, não resistindo ao apelo das libras e da instituição que o chamava. Falamos de quem? Não, não é do que estavam a pensar, esse foi em 2004. Falo de Vicente Todoli, antigo director de Serralves, hoje à frente dos destinos da Tate Modern, inaugurada em 200, e que é já um dos símbolos da nova Londres.



Museu fabuloso, obra arquitectónica notável, dos suiços Herzog e Meuron, que em 2001 ganharam o Pritzker prize, o Nobel da Arquitecura. Localizada nas instalações da Bankside Power Station, os trabalhos de recuperação prosseguem, estando prevista para 2012 uma gigantesca pirâmide de vidro, consagrada à fotografia e video. Centro cultural que é uma referência mundial, albergando uma colecção permanente notável, autêntico dream team da arte moderna , é ainda palco de exposições como a de Kandinsky, de que já falei, ou a de “Dali e o cinema “ que se anuncia para Junho de 2007, que por si só justificam a visita.

PS: Não deixem de tomar um café ou mesmo almoçar no restaurante do museu, com vistas fabulosas da cidade, em frente a St. Paul Cathedral, com a City ali ao lado.

terça-feira, setembro 19, 2006

The Path to abstraction: Kandinsky na Tate Modern

A exposição percorre a evolução de Kandinsky (1866-1944), de pintor a mestre modernista, que desenvolveu radicalmente a linguagem abstracta. O pintor russo descobriu tardiamente a sua vocação, em 1896, com uma exposição em Moscovo de Monet.


Centrada na metade inicial da sua carreira, a exposição mostra 50 óleos e 30 estudos, com obras vindas de todo o Mundo. Começa com uma série de paisagens de Murnau, na Baviera e de figuração de lendas russas, Mostra a evolução com o seu envolvimento no movimento Der Blaue Reiter em que Kandinsky começa a conceber a pintura como alternativa à reaçidade espiritual. Elimina o detalhe descritivo, reduzindo os elementos reconheciveis, como castelos e cavaleiros a linhas caligráficas ao mesmo tempo que introduz áreas de cores vibrantes para induzir emoções semelhantes às da música.


Reconhecido como o percursor da pintura abstracta, Kandinsky quis levar a sua creatividade mais longe. Tendo sinestesia, alteração neurológica que permite apreciar sons, cores e palavras com vários sentidos simultâneamente, Kandinsky ouvia as cores de Monet, via a música de Wagner e comia as palavras de Goethe ou Scopenhauer. E passou essas emoções para a tela. Depois de 1910 dividiu a sua obra em : Impressões, Improvisações and Composições, estas com a complexidade das sinfonias, desenvolvendo a abstracção como espelho das inovações musicais do seu amigo Schoenberg. A exposição termina com o regresso de Kandinsky à Alemanha, finda a guerra, e o seu envolvimento com o Bauhaus.



A exposição é espantosa, didáctica, e justifica por si só uma ida a Londres. Despachem-se porque encerra a 1 de Outubro.

Tate Modern
Bankside