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sexta-feira, setembro 07, 2007

Vasa Museum

O museu mais visitado em Estocolmo é o Vasa Museum. O museu não é mais que o único galeão do século XVII preservado até aos nossos dias. E como sobreviveu? No fundo do mar. Afundou-se na viagem inaugural, num dia calmo, a menos de uma milha do porto. Era suposto ser o orgulho da Marinha sueca, e foi a sua maior vergonha.

E hoje é monumento nacional.

Em Portugal seríamos capazes de transformar um dos nossos maiores fracassos em Museu? Não estou a ver.

terça-feira, agosto 14, 2007

QUARTO DE HOTEL ( 22) La Sultana

A oferta hoteleira em Marrakech é hoje tão variada e com tanta qualidade, que o hotel de referência, o Mamounia, grande dama por onde passaram inúmeros chefes de Estado, encerrou para remodelação.

Há quem opte por ficar na Palmeraie, fora da cidade. Aqui, há dois hotéis de sonho. O Amanjena e o Ksar-Char-Bagh. Escolhi ficar na Medina, numa Riad, no meio da confusão, dos ruídos e dos aromas. A chegada foi "diferente". O taxista pára no meio duma rua cheia de gente, apesar do relógio indicar 1h30 da manhã e aponta para uma viela e diz:"É por ali". Que não, diz um transeunte. É naquela viela acolá. E por acolá fomos. Às escuras.

Tudo se iluminou mal transpusemos o portão. O ambiente do La Sultana é de um pequeno palácio árabe, com sucessivos pátios, fontes e recantos.
Monumento histórico, proporciona uma viagem no tempo, santuário onde a tradição e a opulência do "Moroccan Style" encontra o conforto ocidental.

Dispõe de 21 quartos e suites, com nomes de animais, todos com uma decoração única.
Camas king size com lençóis em algodão do Egipto, lareira, movéis antigos, quadros e esculturas locais, tectos trabalhados, madeiras preciosas, couros, tadelakt dão ao quarto um ambiente exótico mas acolhedor. Os banhos em mármore, com banheira e duche, lembram os banhos romanos. A decoração tradicional não nos impede de disfrutar de leitor de DVD/ CD ( vimos o "Babel", ideal para mostrar à esposa em Marrocos) e internet banda larga grátis, no quarto. No mini-bar as bebidas não alcoólicas são grátis, tal como o cesto de frutos, tâmaras e frutos secos. Não cheguei a perceber quantas vezes arrumavam quarto. Porque sempre que saía e voltava a entrar, aquela toalha mal dobrada já lá estva, de novo, imaculada.

O Spa 'La Sultana', oferece soberbos hammams, jacuzzi e sauna, duches com infusões, massagens ao ar livre no terraço, na tradição árabe, descoberta de rituais ancestrais.

A piscina é pequena mas num enquadramento de uma beleza ímpar. Aquecida, ionizada, com contracorrente para quem queira nadar. Boa para refrescar ao fim da tarde e pôr as leituras em dia.
O pequeno almoço é tomado no terraço. Boa maneira de começar o dia, tomando o pequeno almoço escutando o chilrear dos pássaros entrecortado pelos pregões que chegam da rua ou as chamadas dos muezins, que chegam dos minaretes.
O buffet exposto não é abundante, mas se se pedir trazem-lhe tudo o que lá não está, dos ovos aos queijos ou enchidos. E os sumos são imperdíveis.
O jantar pode ser no terraço ou à volta da piscina. Numa envolvência romântica ímpar, mas com a gastronomia e o serviço aquém das expectativas.

A localização é excelente, paredes meias (literalmente) com os túmulos Saadianos, e a dois passos do Palácio Bahia, Palácio Real e da Jemal-el-Fna. A pé podemos percorrer toda a zona da Medina, a qualquer hora do dia (ou da noite).

La Sultana é pois um refúgio, para o corpo e a alma, um oásis no bulício da cidade rosa. Apenas necessitando melhorar o serviço, pois apesar da simpatia extrema de todos os funcionários, a rapidez e eficiência não saõ os seus pontos fortes.

sexta-feira, maio 11, 2007

Fim de Semana (4 ) - Lyon


Em Setembro é tempo de voar até Lyon. Templos e Catedrais nos esperam. La Fourviére e St. Jean, mais chefs míticos com muitas estrelas Michelin. Bocuse e Chapel. E Gerland.
Onde o Pipoca vai ver dançar a Haka. Com os All Blacks.

Ver tudo aqui.

sexta-feira, maio 04, 2007

Sensações do Oeste

Tempos houve em que quando viajava até à costa Oeste ficava pelos US duas semanas. Fiz diversas incursões pelo Wild West. Do Yellowstone e Montana, ao OK Corral de Tombstone. Com passagens por Aspen e o Colorado, o Monument Valley e os Arches. Montanhas e vales, lagos e desertos, e os mais diversos Canyons.
De tudo isso falarei um dia destes. Por enquanto deixo a recomendação para que espreitem as fabulosas Sensações dum viajante.

segunda-feira, abril 09, 2007

Omanizados

Muscat foi reconquistada aos portugueses em 1650 pelo Sultão bin Saif al-Yarubi. Depois de uma breve ocupação pelos persas o Oman foi reinado pela dinastia Al Bu Said. Até 1970 o Oman atravessou um declínio comercial e permaneceu isolado do Mundo. A rede eléctrica estava quase circunscrita a Muscat. Após o golpe que levou o Sultan Qaboos bin Said ao poder o Oman vem marcando pontos como destino turístico, embore preserve as suas raízes tradicionais.

No vizinho Dubai constroi-se o arranha céus mais alto do mundo. Tem os melhores torneios de ténis, golfe ou corrida de cavalos.
No Oman controi-se a maior mesquita do Mundo num País onde nenhum prédio pode ter mais de quatro andares.

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terça-feira, abril 03, 2007

Inglês Técnico

Depois de uma visita ao velho souq de Mutrah, uma saída por uma porta lateral levou-nos a um labirinto de estreitas vielas. Deparamos com un trio de teen agers locais que praticavam criquet. Abordados em inglês, com toda a simpatia, nos indicaram como sair do imbrincado labirinto. Não sem antes revelarem ser adeptos da selecção de Cristiano Ronaldo, Figo e Deco.


Uma surpresa o facto de a esmagadora maioria dos omanis falar inglês. De crianças a adultos. Até porque ao contrário do Dubai manter bem vivas as raízes da cultura árabe e da religião muçulmana.

Almoço no Dubai

Na despedida do Dubai, e depois de obtida a carta de condução local (um cartão idêntico à nossa carta) numa hora, fomos almoçar ao Dubai Crek Golf Club. Espaço paradísiaco, o calor temperado por aconchegadora sombra, rodeados de água e do verde do campo de golfe, com a velha cidade na outra margem, e as silhuetas dos arranha céus do centro financeiro como pano de fundo.
Perante tal cenário a comida era o que menos interessava.
Mas estava bom o Nasi Goreng, mais o peito de pato e a salada de frango. Mais o salmão das meninas. MEsmo para não golfistas recomenda-se a visita.

Jantar em Muscat (1)

Depois de na véspera termos experimentado o luxo do Chedi, fez-se a vontade do Paulo. Que queria um genuíno jantar árabe, típico do Oman. Consultadas diversas fontes escolhemos o Bin Attique. Em pleno centro financeiro de Muscat, em frente ao imponente Banco Central do Oman.

O Bin Attique era mesmo genuíno. Fomos levados para uma pequena sala privada e, sentados no chão, seguimos as sugestões do nosso anfitrião.
Que nos presenteou com deliciosos sumos de manga e de laranja. E um pão árabe com houmous excelente. O arroz de açafrão com borrego, o caril de camarão e o frango desfiado com cebola e tomate encantaram. Já a lagosta e o borrego frito deixaram algo a desejar. Ao contrário do peixe grelhado com arroz árabe que fez as delícias de umas irrequietas crianças. Por este jantar para 4 adultos e 2 crianças pagamos 40€.

Em suma, um jantar diferente, que se recomenda vivamente. Para fugir ao luxo dos hotéis e sentir os aromas e paladares do Oman. Nação rica em tradições, com Portugal e os portugueses fazendo parte da sua história. Com um povo genuinamente simpático e culto, sempre pronto a ajudar.