sábado, junho 02, 2007

Siempre Tuga

Esta manhã degladiei-me com as ondas do verde mar do Caribe. Que não são mansas. Foi uma luta intensa mas retemperadora. Longe vai o tempo das ondas curtas.

Do "Aqui Londres" ou da "Voz da América" que levava a verdade a Moscovo. Lembro-me do já distante dia em que em Dallas pude ver a SIC Notícias na televisão do meu quarto. Para mal dos meus peccados nesse Outubro de 2002 a SIC dedicava a sua atenção ao sniper de Washington. E em 2003 em Dana Point tive o prazer de ouvir o ripa na rapaqueca do Jorge Perestrelo enquanto me barbeava.Desde então habituei-me a ligar o laptop no quarto de hotel.
Hoje o mundo é cada vez mais uma aldeia. Refastelado na varanda do meu quarto de Cancun assisti a uma convincente 1ª parte da nossa selecção em Bruxelas. Onde deveria estar com o Zé, o Luís e o Manel. mas dolorosas obrigações profissionais trouxeram-me até Cancun.
Onde graças à TV Tuga pude disfrutar da magia do Deco e do Nani. Com os comentários irrepreensiveis dos narradores da CCTV.

Afinal havia outra

Afinal havia outra. Piscina. É que estava a ser dificil partilhar a leitura da "Casa do Pó" com o Ricky e a Maria, o Alejandro e o seu cariño mio, o Enrique sem a Anna . É no que dá trazer o Nano sem carregador. Ainda pensei em colocar os auriculares Shure para ter silêncio. Que isto de música em piscinas só a do Hard Rock Hotel de Orlando. Em que somos presenteados com um solo do Jimmy Page em plena imersão. Underwater Revival. Um verdadeiro dive-in.

Pois aqui a piscina era infiniti. Sem colunas. Mas com umas camas deliciosas para fazer uma siesta. E um dive-in bar para beber umas Margheritas. E aqui pude mergulhar na escrita densa de Fernando Campos.

A Tábua de Flandres

Demorei a seguir os conselhos da Cristina mas lá descobri o Arturo Perez Reverte. Desta vez, num dia de piscina, li "A Tábua de Flandres". O ponto de partida é um quadro de Van Huys, "Partida de Xadrez" que Julia, ao restaurar descobre ter uma inscrição "Quis Necavit Equitem". Ao tentar decifrar o enigma da partida de xadrez, Julia acaba dentro dela, raínha branca auxiliada pelo cavalo (Muñoz, xadrezista) e o bispo ( o seu mentor, César, antiquário homossexual) numa busca pela identidade da raínha negra. De Capablanca a Borges, de Brueghel a Bach, do Prado ao Rastro, aberturas, enganos e fugas, e um final de dama.

Este livro dava um grande filme, pensei eu. Filme já deu. De Jim Mcbride, que nos anos 80 adaptou Godard em "Breathless", com Kate Beckinsale como Julia. Como é habitual, quem viu o filme, diz que é uma enorme desilusão. Embora Reverte já tenha sido adapatado ao cinema com sucesso em "Território Comanche" e sobretudo em "A Nona Porta" de Polanski. E aguardam-se as aventuras de Viggo Mortensen como Diego Alatriste.


sexta-feira, junho 01, 2007

Leitura de Pequeno Almoço

Li no "Periódico de Quintana Roo" que seguindo a recomendação de uma vidente a Procuradoria Geral do Estado realizou sem êxito buscas numa caverna de Tulum. Procuravam o corpo duma turista israelita desaparecida. A Procuradoria justificava a investigação "dada la buena reputacion de la fuente" e, sobretudo, porque o uso de videntes é uma prática válida nos Estados Unidos.

Fico na dúvida se é o Procurador mexicano que anda a ver TV ou filmes a mais ou se somos nós, na Europa, que mais uma vez andamos atrasados em relação aos norte americanos. Do que é que a PJ está à espera para chamar a Allison Dubois?

Message in a Bottle

Passeava pelas areias da praia, quando recebi uma mensagem. In a bottle, como a do xaroposo "Palavras que não te direi". Kevin por Kevin prefiro o Kline. O amigo de Alex, que foi a Silverado e ao Grand Canyon, falou americano com sotaque francês, comeu a Vanda, e sobreviveu à tempestade de gelo e construiu uma casa.

A mensagem, dizia eu, chegou de Portugal. Da Paula. Tinha bilhetes. Para os Police. A 25 de Setembro no Estádio Nacional, que alguns dizem, é de Oeiras. A notícia fez-me tropeçar numa nova onda. E levou-me até às ondas da ilha da Armona. No Verão de 78. Foi lá que conheci a Roxanne. Depois de ficaram longe de nós tanto tempo, um deles até fugiu para NYC, será que nos vão fazer perder o fôlego?.

Caribe

A minha relação com as Caraíbas e o Caribe tem sido feita de desencontros. Sempre que por lá passo o Sol esconde-se por cima de negras nuvens. Foi assim nas Bahamas, foi assim nalguns dias da minha estada em Cuba. Em que foram mais as horas a praticar tiro ao arco ou shuffleboard que as passadas nas brancas areias da praia.
E os hotéis, apesar das estrelas, nada brilhantes. Fracos mesmo, se comparados com a cintilância das mesmas estrelas noutras paragens, de África ao Oriente, seja ele médio ou extremo. E não falo do Nani ou do Anderson, que esses já são do United. Em Nassau, outra desilusão, fiquei na Paradise Island, no Atlantis. Gigante enfadonho, apesar do casino e de um magnífico aquário, com uma prole de tubarões de fazer corar o nosso Oceanário, que foi cenário espectacular do jantar de aniversário do Pedro. Em Cuba, num Paradisus que se dizia seis estrelas tiveram a ousadia de me servir queijo flamengo a acompanhar o tomate numa apócrifa Insalata Caprese, assim lhe chamavam eles.
Estava com os pensamentos nesses desaires quando hoje me fiz à piscina em Cancun. O hotel, fraco. Hyatt de nome, mas sem nada a ver com os seus homólogos de Orlando ou Chicago. O tempo, chuvoso e encoberto. E as aves raras que literalmente se pavoneavam junto à piscina eram a pedra de um toque de vulgaridade.
Mas o mar, de um tom esmeralda imaculado, o Sol que a espaços nos afagou os melanócitos, uma Margherita irrepreensível e sobretudo uma "Tábua de Flandres" lida de um fôlego criaram em mim a dúvida. Será desta que me reconcilio com o Caribe?

quarta-feira, maio 30, 2007

Vintage: Perfect Day (1972)



De manhã fiz greve. Ao fim do dia tomei uma decisão que vai mudar a minha vida. Um dia perfeito. Já posso ir dar uma volta. Que Viva México.

terça-feira, maio 29, 2007

segunda-feira, maio 28, 2007

Celtiberos



As minhas crianças de quatro e dois anos já viajaram pela América (do Norte e do Sul), Ásia, África e Europa. Os destinos têm sido escolhidos em função delas e da sua segurança. Quando se fala em segurança fala-se essencialmente do risco de adoecer num país onde a assistência médica seja inexistente. Nunca me preocupei com o risco de as perder.

Este fim de semana fui ao Algarve. Posso garantir-vos que os radares estavam mais alerta que o habitual. Nunca ficavam fora do alcance do olhar. Consequência do circo mediático instalado à volta de Maddie Hayes. Que uns imprudentes e azarados pais viram desaparecer.

Amanhã, estes ingleses católicos vão a Roma. Hoje Inglaterra acordou com o "Dont You (forget about me)" dos Simple Minds. Recordo, da banda de Glasgow este "Belfast Child".

A Barraca do Evaristo

Da pequena tasquinha de cerveja e amendoins, a restaurante do jet set onde uma boa parte dos seus clientes se deslocam de barco para o frequentar.


Casa de peixe grelhado, escalado. Fresquíssimo, das lotas de Sagres e Quarteira. Pargos, Sargos ou Linguados. Na falta deles robalos ou douradas. E bom marisco. Na últimas visitas que fiz à barraca já comi divinalmente e já comi mal. Bem em Maio, mal em Agosto. Problemas do clima, certamente.

No último fim de semana levei lá um grupo de 20 pessoas. Que vinha de sítios tão díspares como Espanha, Alemanha, Arábia Saudita ou Esmoriz. Como chegámos tarde já não tivémos um daqueles pargos enormes (às vezes de caça submarina) que são fabulosos. Abriram-se as hostilidades com umas ameijoas e uns carabineiros grelhados, também escalados, de morrer. Provaram-se sargos e robalos. Goleada dos sargos que estavam soberbos, perante uns robalos apenas deliciosos. Grelhados no ponto, carnudos e suculentos, fresquíssimos.

A sobremesa é uma melée de gelados, doces regionais caseiros e um frutas laminadas. A carta de vinhos, apresenta uma razoável variedade de bons brancos e algumas boas reservas de tintos. Destaco o preço (verdadeiramente de amigo) dos vinhos. Chryseia a 60€ e Esporão Reserva Branco a 17€ não é o preço que se espera numa casa destas. Do mesmo modo que o Moet et Chandon a 46€. Embora este seja muitas vezes estragado em sangria, sem que se perceba as vantagens, já que a de vinho branco é bem melhor. Coisas do jet set.

Marcação essencial. Bom para ir em grupo na Primavera, a evitar no Verão. Não sei o que Deus pensa do Evaristo, mas o Alaa gostou tanto como o Alió.

Praia do Evaristo (entre o Castelo e Galé)
Tel: 289 59 16 66 -

Por favor coma os malmequeres

A menos que estejam ausentes do país será um pecado perder o "Serralves em Festa". Sendo díficilescolher uma iniciativa entre tantas outras o meu destaque vai para " Por favor coma os malmequeres", para gourmets de mente aberta, preparados para a degustação de flores comestíveis, existentes na colecção de aromáticas do parque de Serralves.

aqui vos tinha falado desta nova moda de degustar flores. Como é mais fácil ir a Serralves que ao Mugaritz, aproveitem. E levem as crianças que terão fantoches e contadores de histórias com fartura.

Vintage: Me and Bobby McGee (1971)



People said: Cry Baby. I'll Try, harder. Maybe.

Ela só queria um Mercedes Benz e uma TV a cores. E o que ela queria dizia à Mamã. Era uma força da natureza. Fantástico este "Summertime". Foi escolhida para ser trabalhada pelo Senhor cedo de mais. Ficou para sempre um bocadinho dela no meu coração.

"4 meses, 3 semanas e 2 dias"



Este filme do romeno Cristian Mungiu ganhou a Palme d'Or 2007 em Cannes. O Grande Prémio foi para "The Mourning Forest" de Naomi Kawase

domingo, maio 27, 2007

Efeméride

Passam hoje vinte anos.



Que morreu o Engº (inscrito na Ordem) Fernando Vaz. Meu querido Avô. Recordo as suas secretárias cheias de projectos. Os cálculos das estruturas feitos na ponta do lápis. Foi um homem que amava os prazeres da vida. E um homem íntegro. E teimoso. Quando tanto se fala de um funcionário suspenso por uma piada, lembro que o meu avô foi preso porque se recusou a comparecer numa inauguração por sua Excia o Ministro Arantes e Oliveira de uma obra por ele projectada mas ainda inacabada. Valia-lhe a forte amizade que o unia a Santos da Cunha, o homem forte do regime no distrito de Braga.

Nesse dia, apesar da tristeza pela sua inesperada morte, e apesar de ter outras cores, festejei a vitória do FC Porto em Munique. Nos Aliados. Bons tempos em que as vitórias do Porto se festejam em Avenidas e não em Alamedas.

Também hoje completa-se um ano que fiz este post.

Plus Jamais

Outro canastrão da música francesa dos anos 60 era o Johnny Hallyday. Que recentemente foi plagiado pelo Engº Mário Lino.



O Engº Mário Lino é um incompreendido. Os seus discursos pós-prandiais são soltos, desinibidos, etéreos, voláteis. Por vezes com os taninos ainda rudes. Uma espécie de plágio dos discursos pós-prandiais do Dr. (inscrito em que Ordem?) Alberto João Jardim. Embora este seja inigualável. One and Only.

Um dos que não compreendem o estilo do Engº Lino é o Dr. (inscrito em que Ordem?)Marques Mendes. Que diz que o Engº "não anda bom da cabeça". O que é injusto, porque todos sabemos que o Engº é um otário (defensor fundamentalista da Ota). Os problemas pós-prandiais do Dr. Marques Mendes são outros. Jantares de barrosistas com Meneses e ex-ministros que passeiam o cão.

Com esta dispersão mediática pela baixa política, esquecem-se as notícias verdadeiramente importantes.

Só eu sei porque não fico em casa



E com um ano de atraso lá ganhamos a Taça. No estádio de Oeiras. Prémio de consolação. Com toda a justiça o Liedson voltou a resolver. E o Miguel Veloso voltou a mostrar que o futuro passa por ele. E os adeptos leões mostraram que sabem festejar as suas vitórias sem insultar as mães dos adeptos do Glorioso.

sábado, maio 26, 2007

quinta-feira, maio 24, 2007

Uma espécie de plágio

A blogosfera e a imprensa andam agitadas porque os Gato Fedorento plagiaram o senhor Claude François na espécie genérico do seu magazine. Ora acontece que o próprio senhor François plagiara uma nursery rime, "Three Blind Mice"



Como depois adaptaria o "Wild World" em "Fleur Sauvage". Há quem diga que foi por isso que nasceu o Yusuf Islam. Afinal os gatos limitaram-se a repetir o que Herman fizera com o Tony Silva, cópia fiel e assumida do "Blue Moon". Para além disso adaptar Claude François não é defeito. Vejam o que do seu "Comme d'Habitude" fez o Francis Albert.

A única coisa positiva que retira da polémica é ter descoberto este François. Artista do quilate de um Art Sullivan, um Adamo. Ou mesmo um Demis Roussos. Expoentes da canção francesa dos anos 70. E tão franceses como os jogadores da (nosso ódio de estimação) "Allez les Bleus". O Art é belga, o Adamo italiano, e o Demis egipcio. Bom, o Brel também era belga, o Reggiani e o Montand italianos, o Aznavour arménio e o Ferré monegasco.

quarta-feira, maio 23, 2007

White Stripes



Depois do interlúdio com os Raconteurs, Jack voltou para a mana Meg e fez-se à estrada. Os White Stripes vêm a Oeiras ( não ao Estádio tornado famoso por JNPC) a 9 de Junho. Chegando a 8 de Junho do México, directo para o casamento do João Pinto, dificilmente vou conseguir convencer a patroa a deixar-me ir com o Mestre ao concerto. O que é uma pena, porque o Jack é um dos músicos mais entusiasmantes que por aí circulam. E ainda por cima trazem com eles as abóboras esmagadoras.

Esta música, "Seven Nations Army" é um hino. Infelizmente, adoptado pelos tiffosi. Do futebol italiano. Que hoje lá teve mais um campeão de Kaka. No mais puro estilo Ettore Scola. Não faz o meu género. Sou adepto do estilo inglês, mais solto, mais alegre, mais Moss.




Resta-me esperar por 15 de Junho para comprar o novo álbum. Aqui fica o single.

segunda-feira, maio 21, 2007

Vintage: Johnny B. Goode (1958)



O blues de Chuck Berry com a coreografia dos Superdragões.

domingo, maio 20, 2007

We are not the champions

Dizia o Victor Hugo (não o hoquista) "Muitas vezes a perda de uma batalha é a conquista do progresso. Deslustra-se a glória, mas engrandece-se, alarga-se, torna-se mais ampla a liberdade; emudece o tambor para deixar falar a razão. Jogo é este, pois, em que quem perde ganha."

É bonito. Mas bom mesmo é ganhar ganhando. É certo que perdemos por uma unha negra. Que o Ronny não perde tempo em manicures. É certo que acabamos em grande. E que quem nos fez mal foi castigado. O Aves empatou em Alvalade? 2ª com eles. O Buba marcou-nos três golos ( e não marcou a mais ninguém)? 2ª com eles.

Mas o que é certo é que se desperdiçou uma oportunidade. O FC Porto da 2ª volta foi fraquinho, fraquinho. E mesmo assim foi campeão. Sem favores. Por isso, glória e honra aos vencedores.

E apesar da Elis cantar "tristeza não tem fim, felicidade sim", é tempo de dizer "Para o ano há mais".

sexta-feira, maio 18, 2007

Dont Walk Away (in Silence).

Control, o filme de Antoin Corbijn sobre Ian Curtis e os Joy Division, foi ovacionado ontem em Cannes. Filmado a preto e branco, trás a música, os dramas de Ian Curtis e o ambiente cinzento da Manchester dos anos 70 de volta.



Ian Curtis suicidou-se em 18 de Maio de 1980, depois de ver Stoszek, de Werner Herzog. Enforcou-se na cozinha ao som de "Idiot" de Iggy Pop.



Recordar Heart and Soul, Decades, Transmission, Love Will Tear us Apart, Warsaw, as crónicas arrebatadoras do jovem MEC (estudante em Manchester) leva-me de volta ao tempo dos "young men, the weight on their shoulders". Where have they been?

Vintage: "Theme From The Deer Hunter"



Os cinéfilos associam os Shadows a este tema. "Deer Hunter", obra prima de Michael Cimino, com De Niro e Walken. E tmabém nos deram um excelente Apache. Mas também nos deram foleiradas como esta. E foram a banda de apoio de Cliff Richard.

quinta-feira, maio 17, 2007

O Capitão Alatriste


"No era el hombre más honesto ni el más piadoso, pero era un hombre valiente. Se llamaba Diego Alatriste y Tenorio, y había luchado como soldado de los tercios viejos en las guerras de Flandes. Cuando lo conocí malvivía en Madrid, alquilándose por cuatro maravedís en trabajos de poco lustre"

Assim começa, narrado pelo seu escudeiro Iñigo, a saga do "Capitão Alatriste". Soldado na guerra da Flandres, agora espada a soldo de quem necessite da sua espada, seja para uma cobrança difícil ou um assunto de saias. Num fresco maravilhoso da Madrid no reinado de Filipe IV, o nosso herói vê-se envolvido numa conspiração que envolve a Inquisição e porá em causa a aliança com Inglaterra. Retrato colorido das personagens e das ruas, a política e a intriga na corte, os cheiros e os recantos, sol e sombra, poesia, animação, romance, e num texto leve, solto, com garra, que se lê com prazer. De um fôlego.



E que vai ser filme. Com Viggo Mortensen. Saído da trilogia do "Senhor dos Anéis" e do fabuloso "História de Violência". E que se tornou fluente no castelhano ( com sotaque argentino) para encarnar o personagem. Oxalá o filme esteja à altura do génio de Perez Reverte.

quarta-feira, maio 16, 2007

Filantropias

Foi leiloado pela Sotheby's o quadro de Mark Rothko "White Center (Yellow, Pink and Lavender on Rose)". Pela módica quantia de $72.8 milhões ( 53.8 milhões de euros).


O quadro foi vendido pelo filantropo ( dizem os jornais ) David Rockefeller, que esteve presente no leilão. O quadro decorava o seu escritório desde 1960, tendo sido comprado por $10.000.

Já cantava o Rui Reininho, "corre o rio para o mar". Quanto à filantropia do dono do Chase Manhathan, procurem a sua biografia. e os conselhos que deu a Kissinger. A única coisa boa no seu CV é ter fundado a Trilateral. Que como se sabe é juntamente com a Maçonaria e o lobby gay forma o triunvirato que conspira contra Alberto João Jardim.

Preso por ter Cão


O nosso Special One voltou ao tempo das camisolas rasgadas. É certo que qualquer um perde a paciência com as manias dos britânicos com as vacinas dos cãezinhos. E o Gullit é mesmo um querido.Mas o Zé deu um tiro no pé. E deu pretexto ao Abramovich. Para o mandar para Madrid sem indemnizações milionárias. E à polícia para, na ausência do Gullit, vacinar o Zé. Contra a raiva.

Vintage: Behind Blue Eyes (1971)



Estes senhores eram uma das grandes bandas da My Generation. Mesmo depois de perderem o Keith Moon. Agora we "Won't Get Fooled Again" . Tocam hoje em Lisboa. Quem ?

segunda-feira, maio 14, 2007

QUARTO DE HOTEL ( 23) Chedi Muscat

Inaugurado em 2003, este design hotel é o ideal para quem procura exotismo e romance, misticismo e luxo. Cruzamento de Arábia e Ásia, Lawrence of Arabia e Philipe Starck, é propriedade da cadeia de “boutique hotels” GHM, sediada em Singapura. O loby é dominado pelo gigantesco sofá onde a Carolina, com uma deiscência na fralda, deixou a sua marca.

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domingo, maio 13, 2007

Vintage: "Have you ever seen the rain" (1971)



Dedicado a todos os que hoje sofreram à chuva. Eu sofri, mas foi na poltrona.

Duas Exposições

Numa fugida a Lisboa, entre uma reunião de trabalho e um salto ao Oceanário, houve tempo para duas exposições. "Dog's Sleep", a pintura de Sara Maia, depois do T-Rex e dos minerais, e "O Corpo Humano como Nunca o Viu".

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Regionalização já

A 16 de Maio os "The Who". A 9 de Junho os Smashing Pumpkins e White Stripes. A 28 de Junho os Metallica. A 3 de Julho os Arcade Fire. A 18 de Julho os Arctic Monkeys. Sempre em Lisboa. Essa gente pensa que a gente cá do Norte não tem mais que fazer que correr prá capital ?

Mas o que é mesmo imperdoável é o concerto do dia 18 de Maio. No Pavilhão Atlântico.

sexta-feira, maio 11, 2007

Vintage: Dock of the Bay (1968)



Êxito póstumo de Otis Redding, que morreu semanas antes do lançamento do álbum.

"Sittin' in the mornin' sun , I'll be sittin' when the evenin' come
Watching the ships roll in, And then I watch 'em roll away again, yeah

I'm sittin' on the dock of the bay, Watching the tide roll away
Ooo, I'm just sittin' on the dock of the bay, Wastin' time"

É assim que pretendo passar este fim de semana.

Fim de Semana (4 ) - Lyon


Em Setembro é tempo de voar até Lyon. Templos e Catedrais nos esperam. La Fourviére e St. Jean, mais chefs míticos com muitas estrelas Michelin. Bocuse e Chapel. E Gerland.
Onde o Pipoca vai ver dançar a Haka. Com os All Blacks.

Ver tudo aqui.

quinta-feira, maio 10, 2007

A Ponte é uma Passagem (4) Mar Vermelho

A 1 de Maio foi notícia o projecto de uma ponte a unir o Djibouti e o Iémen, com 28.5km de extensão. A construi pelo consórcio liderado por Mr. Tarek Bin Laden.

A 3 de Maio de Jeddah chegou a notícia da construção de uma ponte que liga Ras Humaid, em Tabuk na Arábia Saudita a Sharm El-Sheikh, Egipto passando pela ilha Tiran. Com 50 km de extensão. Que facilitaria as peregrinações dos Egípcios a Meca e o turismo dos sauditas. África e Ásia a 30 minutos de carro. Agitadas as águas do Mar Vermelho.

Vintage; "Heart of Gold" (1971)

Chegou o Tempo. De Neil Young.



O homem com quem Rui Veloso aprendeu a molhar a harmónica é um furacão. Depois de ter apelado ao impeachment de Bush, surge agora o DVD "Heart of Gold" realizado por Jonhatan Demme ("O SIlêncio dos Inocentes").

Carry On, Neil. Hey Hey, My My, Rock and Roll Will Never Die.

quarta-feira, maio 09, 2007

Sara Maia


O Canto do Vigário

Quando estava em San Diego resolvi ir ao site tvtuga ver os videos dos golos do Benfica - Sporting. Como o amigo Joaquim é adepto da Académica resolvi ver um jogo em directo, no site da Bwin. Assisti ao último minuto do Académica - Braga. E assisti a uma das mais escandalosas atitudes de um árbitro a que já assisti. Uma mão de Paulo Jorge, penalty claríssimo, com a palma da mão, de frente para o árbitro que estava a dois metros. Como foi possível?



Claro que era possível. Porque o homem do apito era o Olegário. A mão que embala o berço. Bela a homenagem dos Gato Fedorento. Como diria a minha filha Carolina " O Ole'á'io cheira mali".

PS: Quem estiver fora do país e quiser ver em directo jogos da Liga Portuguesa ( e outras) vai à TV Tuga e vê os jogos todos. E quem estiver em Portugal também consegue.

segunda-feira, maio 07, 2007

Vintage: Ne me Quitte Pas (1959)

Uma vez que ela não foi a She que encantou Aznavour, a Ségo só lhe resta lembrar Brel ao PSF.



Senão ainda acaba a cantar Ferré.

Vintage: Starman (1973)



Do álbum "Ziggy Stardust", o génio de Bowie no seu esplendor máximo. Dedicado a Sarkozy e Spock. Outro clássico de Bowie, "The Man who Sold the World" dedica-se a outro Presidente.

Sarkozy


Sarkozy é agora Monsieur le Président. É a vitória do filho de imigrantes. De uma família aristrocrática originária do planeta Vulcano, é ainda familiar de Mr. Spock, o famoso oficial da USS Enterprise. Dele herdou as orelhas e o "conflito interno permanente entre a razão e a lógica da sua metade vulcaniana e a emoção e a intuição de sua metade humana".

domingo, maio 06, 2007

QUARTO DE HOTEL ( 22) Las Ventanas Al Paraíso

Enquanto o escriba fez uma maratona Porto/Newark/ San Diego, para aí permanecer três dias e logo regressar, o Joaquim e a Paula foram a Los Cabos. Não bateram às portas do céu porque não era preciso. Costuma dizer-se que quem tem amigos não morre no Inferno. Foi o que aconteceu com o Joaquim e a Paula. Por recomendação de um amigo que é gestor hoteleiro acabaram no Paraíso. Ou melhor, na suite presidencial do Ventanas al Paraíso.

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Vintage: "Knockin' on Heaven's doors" (1973)



Trus, Trus, Trus, às Portas do Céu. Também em versão rosa. Ou na versão cinematográfica.

Vintage: A whiter shade of pale (1967)



Este clássico fez as delicias de muitos casalinhos nas décadas de 70 e 80. Megasucesso dos obscuros Procol harun ( quem?), dedico-o a todas as mamãs e até algumas vovós para quem este slow contribuiu para a sua condição materna.

sexta-feira, maio 04, 2007

Nem as pensam

Em mais uma iniciativa tipo pescadinha de rabo na boca fui distinguido pelo Marx e o Six com o "thinking blogger award". E agora, dizem que tenho que nomear cinco bloggers. Aqui ficam algumas das minhas visitas diárias.

A Charlotte que é uma bomba, o Exactor que me trás a magia da BD, o Pim que tal como o OAD é um gourmet do Mundo, o diário do exilio da Susaninha, e o Avental do Gourmet, que como não tem de ir visitar o tio jeb, foi mesmo a Viseu.

Vintage: Smoke in the Water (1972)



Dedicada a todos os que se indignaram com a proibição de fumar em espaços públicos.

Sensações do Oeste

Tempos houve em que quando viajava até à costa Oeste ficava pelos US duas semanas. Fiz diversas incursões pelo Wild West. Do Yellowstone e Montana, ao OK Corral de Tombstone. Com passagens por Aspen e o Colorado, o Monument Valley e os Arches. Montanhas e vales, lagos e desertos, e os mais diversos Canyons.
De tudo isso falarei um dia destes. Por enquanto deixo a recomendação para que espreitem as fabulosas Sensações dum viajante.

quinta-feira, maio 03, 2007

Bifes Balzaquianos


Envelhecer a carne é uma arte conhecida até pelos crocodilos. De África a La Jolla, com escala em Newark. Bifes envelhecidos, com 21 a 28 dias em estágio a 36F com 90% de humidade. Ciência e arte regada com Cabernet, Merlot ou Shiraz. Para concluir que balzac tinha razão.

Ver tudo aqui.

Vintage: Hotel California ( 1976)



Esta pérola dos Eagles foi-me revelada pelo Quim, meu primo por afinidade, traído por uma arritmia há mais de vinte anos. Sempre que a ouço lembro-me dele.

quarta-feira, maio 02, 2007

O Algodão não Engana


O Expresso tem um guia chamado "Boa Cama, Boa Mesa". Neste blog tem-se faalado mais da boa mesa do que da boa cama. Aliás, alguns me fizeram esse reparo. Falar em Prazeres do Diabo, esquecendo os prazeres da boa cama.

Depois de mais uma visita aos U.S. consolidei a minha convicção. Para o nosso bem estar, físico e psíquico, é fundamental uma boa cama.

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San Diego Convention Center

Desde 95 viajo até San Diego para participar numa reunião científica. Este ano, mais uma vez, fiz uma viagem de 20 horas para permanecer três dias na California. O sacríficio vale, hoje em dia, mais pelos contactos que se fazem do que pelas novidades que de lá se trazem.

Mas este ano tinha uma surpresa reservada. Em simultâneo, no "nosso" Convention Center, decorria a Convenção do Partido Democrata.



Onde Hillary foi incisiva e Barack Obama fez um grande discurso. Nos corredores cruzavam-se participantes no ASCRS e na Democratic Convention. Os candidatos distribuiam cumprimentos e faziam discursos à porta do centro de congressos. Para quem, como eu, acha que o mundo está mais caro e perigoso por causa de Bush, foi um privilégio "participar" na Convenção dos Democratas. E ver e ouvir ao vivo aqueles que vão acabar com as Halliburtons que grassam por aí.

Vintage: Surfin'USA

Para mim "Good Vibrations" é "A" canção dos Beach Boys, mas este "Surfin'USA" ilustra melhor a minha recente ida até às prais da California.

sábado, abril 28, 2007

Do You Marry Me?


É mesmo um convite. Em sentido figurado, claro. Tentador. Surpreendente. Inovador. Para diabinhos, que gostem de prazeres. Para aceitar, de olhos fechados. Digo eu.

Desgostos de Amor

Estou mais uma vez em San Diego, na minha visita habitual por trienio, desde 95.

Cheguei ontem ( 6AM de hoje em Portugal). Ao ligar a CNN fiquei com o coracao destrocado. O Alec Baldwin a pedir desculpas a filha e a America por causa de um voice mail que a sua encantadora ex, Kim Basinger, tornou publica. O Brad Pitt a mandar uma mensagem a Jennifer Anniston a dizer que esta cansado da Angelina Jolie ( sera possivel?) e que tem saudades dela. A Katie Holmes apaixonada pelo marido, Tom Cruise, mas sufocada pela Cientologia. E o George Tenet em todas as cadeias (menos a Fox, porque sera?) a dizer que se sente traido pela Casa Branca, essa megera. Que foi usado como bode expiatorio, que sempre foi fiel a dita casa. Sinistro? You bet. Novela a seguir no Larry King.

quinta-feira, abril 26, 2007

Vintage: In the Court of Crimsom King (1969)



Passou,há dias, quase incógnito por Coimbra o guitarrista Robert Fripp

Simplex


Desde Janeiro para alugar carro no Dubai e Oman é necessário uma carta de condução local. A nossa carta já não é suficiente. Caso contrário arriscamos uma multa. Ainda não a prisão, porque o Mantorras não é Omanita.

Assim, depois de um dia de condução ilegal, eu e o Paulo dirigimo-nos ao posto da polícia do Deira City Center, um dos inúmeros shoppings do Dubai. Preenchido um impresso, fotocopiados pasaporte e carta de condução, e feito um exame de visão num oculista do shopping ( caricato um Professor de Oftalmologia e o coordenador da Cirurgia Implanto-Refractiva de Portugal serem examinados por uma rapariguinha do shopping qualquer) e tirado uma foto digital, a carta logo ali foi impressa.

Em menos de uma hora. E com equivalências mais fáceis que na UnI. Nem o simplex. À atenção do nosso PM.

quarta-feira, abril 25, 2007

O meu 25 de Abril mete cravos... cor-de-rosa

Um destes dias, durante o almoço, houve um tom de voz vindo da TV que me fez parar de fazer alteres com a colher da sopa. Instintivamente olhei para o televisor. Estava sintonizado na SIC, no programa da Fátima Lopes. O dono do tal tom de voz encontrava-se lá dentro, rodeado por vários comentadores do social, numa rubrica que soube depois chamar-se «Tertúlia Cor-de-Rosa». Tudo gente que é paga para comentar a vida dos outros, a quem chamam «Jet-Set», as pessoas que conheço das capas das revistas que costumam decorar o balcão do sítio onde tomo café todos os dias. A maior parte delas confessam ocupações pouco aristocratas, que variam entre cabeleireiros, decoradores, relações públicas, futebolistas, arquitectos de interiores, empresários de negócios vários e, até, estes mesmos cronistas do social. Tudo profissões que parece só existirem em Lisboa, na sede das revistas cujas capas ocupam e que, aparentemente, lhes darão muito dinheiro a ganhar. Estes comentadores do social nacional têm em comum falarem um português algo gago e pleno de pontapés-na-gramática, mas com o qual se esforçam por se exprimirem de uma forma, ao mesmo tempo, afectada e sapiente. Sapientemente afectada. Ou afectadamente sapiente. Em ambos os casos, sem que se perceba muito bem porquê.

Não foi, entretanto, difícil identificá-lo ali. Tem, agora, um físico tão entroncado quanto a voz, cavernosa de muitos cigarros e, ao que consta, de outros tantos vícios. Encontrava-se negligentemente sentado num sofá, quase deitado, a trocar opiniões com os outros presentes e interrompendo-se mutuamente, como se o que um tivesse para dizer fosse sempre mais urgente do que a urgência do comentário do outro. Fátima Lopes parecia que o tratava com a maior deferência que se concede aos mais conhecedores, ou mais experimentados, frequentadores do milieu. Por vezes, quando os outros comentadores esgrimiam argumentos divergentes ou a conversa se tornava pouco consensual, passava-lhe a palavra e ele respondia, ou concluía, de uma forma quase sempre doutoral. A mesma pose e teatralidade que eu lhe conhecia de outras ocasiões, em palcos bem mais pequenos do que os das televisões. Muito embora igualmente notados, no caso, pela minha própria memória do meu 25 de Abril. Daí a surpresa por ter encontrado, ali na «Tertúlia Cor-de-Rosa», o João Malheiro. Como já havia sido surpreendente tê-lo visto, antes, noutros palcos. Os quais jamais imaginei que ele pudesse vir a pisar.

Vintage: Riders on the Storm (1971)

Grandes portugueses: Salgueiro Maia



Foi o rosto da Revolução. Vindo de Santarém, a sua coluna parou num vermelho semáforo do Campo Grande. Às seis da manhã ocupou o Terreiro do paço. Acabou com o regime quando colocou a cabeça na boca de um canhão e nenhum militar ousou cumprir a ordem de um brigadeiro fiel ao regime para o abater. Depois subiu a Rua do Carmo, onde caiu Marcelo. Ao final do dia, quando alguns emproados militares com ar sul americano apareceram ao Pais como Junta de Salvação Nacional retirou-se para Santarém.

Nunca se envolveu nos excessos da revolução. Nunca pediu promoções nem honrarias. Símbolo de coragem e generosidade, morreu jovem como é timbre dos mitos.

E depois do adeus

Há 33 anos esta canção deu ínicio à revolução dos cravos.



Faz hoje um ano que acabou "O Vilacondense". Como cantava o Paulo de Carvalho, e depois do adeus ... o ficarmos sós.

segunda-feira, abril 23, 2007

domingo, abril 22, 2007

Selecção Nacional (5) Percebes

É certo que já aproveitei uma escala de quatro horas no Charles de Gaulle para fazer uma “degustation d´huitres” no Garnier. E que eu sei que o nosso melhor Cavaco não é o de Belém mas o do mar dos Açores, em coabitação com a craca. E é sabido que estou em pulgas por voltar ao “Es Moli del Sal”, em Formentera, para me deleitar com o “arroz negro de bogavante”. Ou seja, o marisco é para mim uma perdição. Literalmente. Nem Danacol nem Inegi, 260mg/dl repartidos pelos crustáceos e o Queijo da Serra .

Mas de entre todos, o meu preferido é um pequeno crustáceo, patinho feio dos mariscos, repugnante aos olhos de tantos, improvável preciosidade gourmet, apenas apreciado na nossa Península Ibérica. Aprendi a gostar de percebes nos fins de tarde de Verão dos anos 60, na praia do Mindelo. Com o meu pai, numa esplanada, para ele um fino, para mim uma Laranjina C, e um pratinho de percebes. Que o dono do café apanhava durante a maré vaza no majestoso Penedo de Guilhado.

Carnudos, suculentos, o oceano inteiro dentro do seu pedúnculo, sorvido até à última gota. Os melhores são os mais grossos e menos longos, alaranjados, com o sabor mais concentrado que os de pedúnculo mais longo.

Os nossos vizinhos galegos dizem “auga a ferver, percebes botar, auga a ferver percebes sacar”, ilustrando a simplicidade da preparação. O que não impede que sejam incluídos ns menus de restaurantes como o “Martin Berasetegui” ou o “El Bulli".

Claro que o Adrià não se limita a fervê-los em água.

Para os comer é necessária uma apurada técnica para não acabar o petisco com a nossa camisa e a do vizinhos borrifada em tons laranja. Há que agarrar o bicho pela unha, com a ponta virada para cima e com a outra mão, de modo gentil mas decidido, arrancar-lhe o pedúnculo. E saboreá-lo. De preferência ao pôr do sol. Com a frescura dum Alvarinho a embalar o fim de tarde.

Vintage: Jailhouse Rock (1957)

sexta-feira, abril 20, 2007

Vintages: "Gimmie Shelter" (1969)



We did Gimmie Shelter in a big room at Olympic Studios, and then did the overdubs in L.A. with Merry Clayton. In London Keith had been playing the groove a few times on his own Mick Jagger, 2003

That was done on a full-bodied, Australian electric-acoustic, f-hole guitar. It kind of looked like an Australian copy of the Gibson model that Chuck Berry used... It had all been revarnished and painted out, but it sounded great. It made a great record... And on the very last note of Gimmie Shelter, the whole neck fell off. You can hear it on the original take.Keith Richards, 2002

That's a kind of end-of-the-world song, really. It's apocalypse; the whole record's like that.Mick Jagger, 1995

And I know it was during that time of the Vietnam War and so on, so it was very much the awareness that war is always present, or almost... very present in life.Mick Jagger, 2003

Charles Lloyd Quartet


Grande concerto ontem na Casa da Música com Jason Moran, Reuben Rogers e Eric harland. Nunca ouviram falar? Pois é. São pouco conhecidos. E no entanto Jason Moran é, aos 31 anos, um dos maiores pianistas de jazz contemporâneos. Virtuoso, vibrante, original, é também um grande compositor, galardoado com o SESAC 2007. Reuben Rogers é um contrabaixista fabuloso, que inundou o palco de emoção, ritmo e harmonia com a sua energia creativa. Eric Harland é um predestinado, cheio de swing, que aquece qualquer sala. Por vezes excessivo, abafando o piano de Moran, mas fabuloso nos solos com que nos brindou.

Juntaram-se para formar o Charles Lloyd Quartet, com o veterano e original saxofonista, símbolo da avant garde e da world music, compagnon de route de Keith Jarret, Miles davis, John Coltrane e Ornette Coleman, que depois de retirado nos anos 70 aos 31 anos, regressou à ECM no final dos anos 80. E nos encantou com o seu sax tenor e a sua flauta. E se deixou encantar pelo talento dos jovens músicos que o acompanham.

A Sala Suggia não encheu para os ver. Oxalá a Culturgest logo à noite se encha. Quem faltar não sabe o que perde.

Teoria da Relatividade



Porque é que fiquei tão chocado com o ataque na Virginia Tech e fiquei indiferente a este ataque? Que paradoxo é este?

quinta-feira, abril 19, 2007

Vintages: "Stairways to Heaven" (1971)



Com música de Jimmy Page e letra de Robert Plant, do mítico álbum "Led Zeppelin IV".
E a curiosidade no site da banda da crónica do então jovem Cameron Crowe, que baseado na sua experiência como jovem repórter da Rolling Stone realizou o filme "Almost Famous".

Choque tecnológico



"Oh the hapiness I could had mingling among you hedonists, being counted has one of you..." "
"You had a hundred billion chances and ways to have avoided today,"
"But you decided to spill my blood. You forced me into a corner and gave me only one option. The decision was yours. Now you have blood on your hands that will never wash off."
"You have vandalized my heart, raped my soul and torched my conscience,"
"You thought it was one pathetic boy's life you were extinguishing. Thanks to you, I die like Jesus Christ, to inspire generations of the weak and the defenseless people."
"Your Mercedes wasn't enough, you brats,"
"Your golden necklaces weren't enough, you snobs. Your trust funds wasn't enough. Your vodka and cognac wasn't enough. All your debaucheries weren't enough. Those weren't enough to fulfill your hedonistic needs. You had everything."

Chocante? Claro.

terça-feira, abril 10, 2007

Sultões



Estes sultões foram comigo para o Oman, mas com 2000 músicas no iPod Nano, nem os ouvi.

segunda-feira, abril 09, 2007

Omanizados

Muscat foi reconquistada aos portugueses em 1650 pelo Sultão bin Saif al-Yarubi. Depois de uma breve ocupação pelos persas o Oman foi reinado pela dinastia Al Bu Said. Até 1970 o Oman atravessou um declínio comercial e permaneceu isolado do Mundo. A rede eléctrica estava quase circunscrita a Muscat. Após o golpe que levou o Sultan Qaboos bin Said ao poder o Oman vem marcando pontos como destino turístico, embore preserve as suas raízes tradicionais.

No vizinho Dubai constroi-se o arranha céus mais alto do mundo. Tem os melhores torneios de ténis, golfe ou corrida de cavalos.
No Oman controi-se a maior mesquita do Mundo num País onde nenhum prédio pode ter mais de quatro andares.

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terça-feira, abril 03, 2007

Albuquerque, um grande português

Muscat foi conquistada pela armada de Afonso de Albuquerque em 1508, permanecendo praça portuguesa até 1654, já que após a queda de Ormuz em 1622, e enfraquecidas pelo domínio castelhano, as forças lusas não resistiram ao assalto de Sultan bin Saif.
Dessa época resta a herança dos fortes portugueses de Jalali ( São João) e Mirani, que ainda hoje dominam a baía de Muscat, enquadrando o Palácio Qasr al Alam, do Sultão Qaboos bin Said.

Albuquerque, nome ainda hoje recordado por estes lados. Não dominando o inglês técnico, políticamente incorrecto e pouco respeitador dos direitos humanos, era um português de rija têmpera, dos que fizeram Portugal grande.

Inglês Técnico

Depois de uma visita ao velho souq de Mutrah, uma saída por uma porta lateral levou-nos a um labirinto de estreitas vielas. Deparamos com un trio de teen agers locais que praticavam criquet. Abordados em inglês, com toda a simpatia, nos indicaram como sair do imbrincado labirinto. Não sem antes revelarem ser adeptos da selecção de Cristiano Ronaldo, Figo e Deco.


Uma surpresa o facto de a esmagadora maioria dos omanis falar inglês. De crianças a adultos. Até porque ao contrário do Dubai manter bem vivas as raízes da cultura árabe e da religião muçulmana.

Almoço no Dubai

Na despedida do Dubai, e depois de obtida a carta de condução local (um cartão idêntico à nossa carta) numa hora, fomos almoçar ao Dubai Crek Golf Club. Espaço paradísiaco, o calor temperado por aconchegadora sombra, rodeados de água e do verde do campo de golfe, com a velha cidade na outra margem, e as silhuetas dos arranha céus do centro financeiro como pano de fundo.
Perante tal cenário a comida era o que menos interessava.
Mas estava bom o Nasi Goreng, mais o peito de pato e a salada de frango. Mais o salmão das meninas. MEsmo para não golfistas recomenda-se a visita.